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Este artigo de revisão analisa a relação teórica e prática entre o controle interno e o cumprimento das normas contábeis nas empresas panamenhas. Com base na revisão da literatura especializada, das normas internacionais, da legislação nacional e dos estudos latino-americanos, examina-se o papel do controle interno como mecanismo de prevenção, detecção e correção de erros contábeis, fraudes e descumprimentos normativos. A análise fundamenta-se na teoria da agência, na teoria institucional e na teoria do controle organizacional, complementadas pelo modelo COSO, pelas Normas Internacionais de Relato Financeiro, pelas Normas Internacionais de Contabilidade e pelas Normas Internacionais de Auditoria. Os resultados da revisão evidenciam que a eficácia do cumprimento normativo não depende exclusivamente da adoção formal dos padrões contábeis, mas também de sua incorporação efetiva aos processos organizacionais, aos sistemas de informação, às políticas e às práticas de governança corporativa. Destaca-se também a importância do ambiente de controle, da avaliação de riscos, da segregação de funções, da capacitação profissional, do monitoramento e da auditoria. No contexto panamenho, a Lei 280 de 2021 e a atuação dos órgãos reguladores fortalecem as exigências profissionais e normativas. Conclui-se que o controle interno constitui uma capacidade organizacional estratégica para promover a transparência, a confiabilidade financeira, a responsabilidade empresarial e a sustentabilidade institucional.