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Este artigo analisa a integração de duas abordagens pedagógicas fundamentais: o comportamentismo de Skinner e o construtivismo de Vygotsky, com o objetivo de compreender como a sua combinação pode fortalecer o processo de ensino-aprendizagem. Embora sejam teorias diferentes, ambas podem complementar-se para enriquecer a prática educativa. O behaviorismo, baseado no condicionamento operante e no reforço, e o construtivismo social, centrado na interação social e na zona de desenvolvimento próximo, oferecem contribuições valiosas para superar dificuldades cognitivas por meio da orientação de outras pessoas. O estudo foi desenvolvido a partir de uma abordagem qualitativa e um alcance analítico reflexivo, orientado para a interpretação crítica de ambas as perspetivas. Devido ao seu caráter teórico, baseou-se numa revisão bibliográfica rigorosa, selecionada por critérios de pertinência e atualidade. Foram consultados artigos científicos, livros e estudos disponíveis em bases de dados como Scielo, Dialnet e Redalyc. Os resultados evidenciam que o condicionamento operante e o reforço constituem ferramentas úteis para regular o comportamento, promover a motivação e fortalecer hábitos de estudo. Paralelamente, a mediação social, a zona de desenvolvimento próximo e a linguagem mantêm-se válidas na prática educativa, ao facilitar a construção colaborativa do conhecimento e a participação ativa. Da análise surge um modelo pedagógico híbrido que integra o reforço comportamental na zona de desenvolvimento próximo, possibilitando uma aprendizagem significativa, dinâmica e autorregulada. Conclui-se que a combinação de ambas as teorias oferece uma abordagem pedagógica mais completa para melhorar o desempenho académico, fomentar o trabalho em equipa e promover a autonomia. Esta integração permite ao professor adaptar-se às mudanças da educação contemporânea, marcada por exigências personalizadas e colaborativas próprias de um contexto global e digitalizado.