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O presente artigo examina os fundamentos ideológicos e políticos do expansionismo norte-americano e sua projeção sobre os países hispano-americanos, com atenção principal no Istmo do Panamá. A partir da análise histórico-interpretativa do capítulo I do livro História das Relações entre o Panamá e os Estados Unidos do Professor Luis I. Fitzgerald, identificam-se as doutrinas que legitimaram a expansão territorial, econômica e geopolítica dos Estados Unidos a partir do século XIX. O estudo sustenta que tais doutrinas não apenas justificaram intervenções militares e econômicas, mas estabeleceram relações estruturalmente desiguais com os países latino-americanos. No caso panamenho, essas políticas traduziram-se em uma perda sustentada de soberania e na consolidação de um modelo dependente que perdurou até o final do século XX. O artigo conclui que o expansionismo estadunidense deve ser compreendido como uma estratégia sistemática de dominação hemisférica, cujas repercussões continuam a influenciar as relações interamericanas contemporâneas.