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Este artigo propõe a perspectiva da interseccionalidade crítica como abordagem para a compreensão das múltiplas opressões que afetam mulheres racializadas e migrantes. Com base em uma metodologia de pesquisa participativa, o estudo recupera experiências na educação de adultos em contextos de alfabetização com migrantes, na educação secundária de adultos –incluindo em fábricas recuperadas– e em contextos de encarceramento. São evidenciadas desigualdades estruturais que permeiam a vida dessas mulheres, manifestadas na exclusão educacional, na precariedade laboral e na violência de gênero. Os resultados destacam que o acesso à educação é condicionado por estruturas de poder patriarcais e racistas, reproduzindo a marginalização. A discussão enfatiza a necessidade de uma interseccionalidade crítica que incorpore perspectivas comunitárias e territoriais feministas de Abya Yala, em contraste com sua apropriação por meio de usos descritivos
por instituições com interesses contrários às lutas e demandas que essa categoria abrangeu e continua a abranger. O artigo defende abordagens situadas e a produção coletiva de conhecimento como estratégias de resistência e transformação social. Palavras-chave: interseccionalidade crítica, educação de adultos, feminismo comunitário, descolonização, exclusão, resistências.