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As iniciativas de transferência de tecnologia nas universidades públicas panamenhas esbarram em lacunas normativas que dificultam a criação de spin-offs e enfraquecem a ligação entre a pesquisa acadêmica e o setor produtivo. Este artigo propôs um percurso de implementação legal para um Laboratório de Neurociências Empresariais na Universidade do Panamá, apoiado na figura do Laboratório de Serviços Especializados. Empregou-se uma abordagem qualitativa, de tipo documental-normativo e propositivo, que examinou o marco jurídico nacional e a regulamentação interna da universidade por meio de uma matriz de análise de conteúdo. O procedimento organizou-se em quatro fases: identificação da figura legal, planejamento da proposta, aprovação institucional e implementação. Os resultados mostraram que a spin-off não é viável no marco vigente pela ausência de ativos de propriedade intelectual transferíveis, ao passo que o Laboratório de Serviços Especializados, vinculado ao Centro de Pesquisa Empresarial, permite articular pesquisa, inovação e prestação de serviços. A proposta detalha os elementos exigidos por cada percurso, tanto em infraestrutura quanto em serviço, junto com os fatores críticos e os riscos de cada etapa. O modelo é replicável em outras instituições de ensino superior que operem sob marcos restritivos e deixa aberta a evolução para um instituto ou uma spin-off no médio prazo, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.