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No início da década de 1990, surgiram estudos sobre a paisagem cultural marítima com o propósito de analisar os sítios arqueológicos como parte integrante de um ambiente. Essa perspectiva propõe integrar as evidências arqueológicas às atividades marítimas ou navais, bem como aos aspectos geográficos e oceanográficos, entre outros fatores, para compreendê-los como uma unidade coerente e não simplesmente como objetos isolados. Até o momento, essa visão não foi considerada pelos pesquisadores guatemaltecos, que abordaram a fundação da Capitania-Geral da Guatemala a partir de uma abordagem tradicional, que exclui a relevância dos enclaves marítimos em seu estabelecimento e funcionamento. Nesse contexto, o presente artigo oferece uma introdução à integração do estudo da paisagem cultural marítima para o desenvolvimento e funcionamento da Capitania-Geral da Guatemala, entre os séculos XVII e XVIII, com o objetivo de destacar a importância das cidades marítimas no desenvolvimento dessa entidade administrativa e política.