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O trabalho de campo em Geografia — especialmente na Geografia humana — envolve a construção de vínculos a partir da interlocução com pessoas especialistas locais. Como um processo de acumulação que requer renegociações entre espaços e tempos, é permeado pela alteração do cotidiano da pessoa pesquisadora e das comunidades com as quais trabalha. Neste ensaio, a partir de uma discussão epistemológica dessa prática acadêmica e profissional, reflete-se sobre a transcendência do papel das pessoas especialistas, apresentando uma entrevista realizada com Elías Morales Escalante, líder bribri com longa trajetória de interlocução com docentes, pesquisadores, profissionais e estudantes de diversas disciplinas. A partir de sua experiência, reconhece-se e discute-se a intervenção de pessoas não indígenas na Talamanca bribri, tendo em mente que o trabalho de campo envolve compromissos com pessoas e lugares.