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Introdução: A doença renal crônica é um problema de saúde pública que se agrava em populações indígenas devido a determinantes sociais, diferenças culturais e barreiras linguísticas. A competência cultural do profissional de Enfermagem é indispensável para garantir cuidados seguros, adesão ao tratamento e um acompanhamento educativo adequado no serviço de hemodiálise. Objetivo: Medir a competência cultural do profissional de Enfermagem no cuidado de pacientes da etnia Ngäbe Buglé com doença renal crônica, em tratamento de hemodiálise. Metodología: Estudio cuantitativo, descriptivo, exploratorio, transversal; realizado en un servicio de hemodiálisis en Bocas del Toro, Panamá. La muestra estuvo constituida por la totalidad de la población de profesionales de Enfermería, con el perfil elegible del servicio elegido. Se aplicó la Escala de Medición de Competencia Cultural (EMCC-14), que evalúa de forma autoadministrada las dimensiones de conocimiento, habilidad y sensibilidad cultural mediante un formato Likert. Resultados: 57,1% da equipe de enfermagem apresentou um nível médio de competência cultural. A subdimensão de conhecimento cultural foi a mais forte (71,4% em nível alto), seguida pela sensibilidade cultural. A habilidade cultural mostrou-se a dimensão mais crítica e fraca, com 85,7% dos profissionais em nível médio. Foi identificada uma grande lacuna de comunicação: 69% dos pacientes Ngäbe Buglé têm pouco ou nenhum domínio do idioma espanhol. Conclusões: Existe uma clara contradição entre a alta sensibilidade/conhecimento do pessoal e sua capacidade limitada de oferecer cuidados culturalmente compatíveis. Barreiras linguísticas marcantes dificultam o encontro cultural e a comunicação efetiva, o que compromete diretamente a negociação de metas terapêuticas, a educação sobre autocuidado e a segurança do paciente. Conclui-se que a equipe possui uma sólida base humanista, mas carece de ferramentas linguísticas e metodológicas interculturais. É imperativo implementar treinamentos em comunicação e integrar variáveis culturais no Processo de Assistência de Enfermagem.