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No Panamá, o aterro sanitário do Cerro Patacón, atualmente um lixão a céu aberto, representa um grave problema de saúde pública e ambiental, com repercussões diretas na qualidade de vida das pessoas. São as comunidades ao redor e aquelas afetadas pelo movimento dos ventos que sofrem exposições contínuas às emissões de gases nauseantes e poluentes, que representam um risco à saúde.
O presente estudo teve como objetivo analisar a percepção dos efeitos à saúde da toxicidade dos gases emitidos nos incêndios do Cerro Patacón nos residentes da comunidade de Guna Nega. Para tal, optou-se por uma pesquisa com abordagem quantitativa, do tipo descritivo e transversal, empregando um questionário estruturado com uma amostra representativa de 127 pessoas, composta majoritariamente por mulheres jovens com baixo nível educacional e empregos informais ou desemprego.
Com base nos resultados, mais de 64% relataram mudanças em sua saúde no último ano, identificando sintomas respiratórios, gastrointestinais, visuais e tegumentares; com um crescimento que destaca que quanto maior o tempo de permanência na área maior a percepção de risco e surgimento de doenças. Portanto, apesar da consciência comunitária sobre os efeitos negativos à saúde, são os fatores socioeconômicos que limitam a adoção de medidas preventivas, sendo evidente a necessidade de implementar programas de educação em saúde e oferecer estratégias de prevenção multissetorial que permitam o desenvolvimento e bem-estar sustentável dessas comunidades.