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Esta pesquisa surge da necessidade de compreender o impacto do uso de dispositivos tecnológicos em idades precoces e se concentra em descrever os efeitos do uso de dispositivos tecnológicos em estudantes do primeiro ao sexto ano da Escola Franco Panamenha Louis Pasteur, estabelecendo padrões de uso, identificando efeitos adversos e propondo estratégias de intervenção com base na Teoria de Promoção da Saúde de Nola Pender.
Foi realizado sob uma abordagem mista, descritiva e correlacional de corte transversal com 73 estudantes do ensino fundamental. Os dados foram coletados por meio de questionários aplicados aos responsáveis, utilizando como base a Smartphone Addiction Scale – Short Version (SAS-SV), durante o período de setembro a dezembro de 2024. Foi utilizada uma amostragem estratificada para garantir a representatividade por série escolar. Os resultados indicam que 61,6% das crianças utilizam dispositivos tecnológicos por mais de 6 horas diárias, enquanto apenas 1,3% mantém um uso moderado de 1 a 2 horas. Os dispositivos mais utilizados são a televisão (24,2%) e os smartphones (23,8%). O estudo evidenciou efeitos adversos significativos, incluindo dificuldades de concentração relatadas por mais de 60% dos participantes, sintomas físicos como dores de cabeça, problemas posturais e manifestações de irritabilidade quando não podem acessar a tecnologia. Mais de 65% usa a tecnologia principalmente para fins recreativos. O estudo confirma padrões de uso excessivo de dispositivos tecnológicos em crianças do ensino fundamental, com consequências evidentes em seu bem-estar físico, mental e social. Esses achados fornecem evidências valiosas para o desenvolvimento de políticas de saúde pública voltadas para regular o uso da tecnologia na população infantil, enfatizando a importância do equilíbrio entre os benefícios educacionais da tecnologia e a preservação do desenvolvimento integral das crianças.