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No íntimo refúgio de cada lar onde habita uma pessoa dependente, existe uma figura transcendental cuja dedicação costuma passar despercebida: o cuidador. O presente artigo busca analisar a presença da sobrecarga do cuidador, que consiste em um estado caracterizado pelo esgotamento físico e emocional, que afeta, a curto e longo prazo, a qualidade de vida, o bem-estar e a saúde daqueles que prestam atenção ou cuidados a pessoas idosas (Martínez Pizarro, S, 2020). O objetivo foi analisar a presença de sobrecarga nos familiares de pacientes geriátricos hospitalizados. Seguindo uma metodologia quantitativa com enfoque descritivo, baseada em uma amostra de 25 cuidadores primários, os quais foram selecionados por sua participação ativa nas tarefas de cuidado. Como referencial teórico, aplicou-se a Teoria dos Cuidados de Kristen M. Swanson. Os resultados revelaram que 68% dos participantes apresenta algum grau de sobrecarga, seja leve ou intensa, e 60% relata dificuldades frequentes para o autocuidado. Além disso, 44% manifestou sentir carga emocional, enquanto 12% não cumpre com seus controles de saúde anuais. Esses achados refletem um impacto significativo do papel do cuidador na saúde física e emocional dos familiares, destacando sintomas como fadiga, insônia, estresse, mal-estar físico e negligência com o autocuidado. Conclui-se que é necessária a implementação de intervenções específicas de apoio dirigidas a esse grupo, para reduzir a sobrecarga e melhorar sua qualidade de vida.