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A consolidação da educação inclusiva é um dos principais desafios enfrentados pelos sistemas educacionais contemporâneos. Embora organizações internacionais como a UNESCO tenham promovido políticas voltadas para garantir a aprendizagem para todos os alunos, persistem tensões entre esses princípios e as práticas escolares baseadas em modelos homogêneos de ensino e avaliação. Este artigo reflexivo analisa criticamente os fundamentos pedagógicos da educação inclusiva a partir da perspectiva da neurodiversidade e do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), por meio de um diálogo argumentativo que incorpora contribuições da pedagogia inclusiva, da neuroeducação e das políticas educacionais internacionais. Argumenta-se que a transformação das escolas exige ir além da lógica das adaptações individuais para redesenhar os ambientes educacionais com base na variabilidade humana como princípio organizador da aprendizagem. A principal contribuição é a proposta da categoria de arquitetura pedagógica inclusiva, entendida como um quadro conceitual que integra o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), a avaliação formativa e flexível, a mediação pedagógica, a dimensão socioemocional e a diversificação das experiências de aprendizagem como componentes interdependentes de um único projeto educacional. Por fim, argumenta-se que a consolidação de escolas inclusivas requer transformações estruturais que articulem políticas públicas, formação de professores, liderança pedagógica e práticas curriculares consistentes com os princípios de equidade, participação e justiça educacional.