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A gestão da saúde pública no Panamá exige avançar para modelos comunitários eficientes, superando a visão biomédica tradicional. O objetivo deste estudo é analisar a importância da pesquisa como ferramenta estratégica para a gestão social nos departamentos de Serviço Social do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Mental. Utilizando uma metodologia documental-bibliográfica com abordagem qualitativa e nível descritivo-analítico, regulamentos fundamentais como o Código de Saúde de 1947, a Lei 16 de 2009 e a Lei 364 de 2023 foram examinados, contrastando-os com relatórios técnicos como o Relatório sobre o Sistema de Saúde Mental no Panamá (IESM). Os resultados revelam uma desconexão estrutural crítica: embora o arcabouço legal permita ao assistente social pesquisar, planejar e gerenciar, a prática institucional permanece ancorada em modelos burocráticos e orientados para o bem-estar social que subutilizam esse potencial. A falta de sistemas padronizados de informação social foi identificada, forçando uma gestão "cega" que perpetua a desigualdade na distribuição de recursos e dificulta a desinstitucionalização psiquiátrica. Conclui-se que a falta de pesquisa operacional impede a geração de valor público e a adaptação a novas demandas sociais. Como contribuição, é proposto um Modelo de Gestão do Conhecimento que institucionaliza a pesquisa operacional, padroniza a coleta de dados por meio de um Arquivo Social Único e treina talentos humanos para transformar a gestão da saúde pública rumo à tomada de decisões baseadas em evidências científicas e sociais.