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Enviado novembro 21, 2025
Publicado 2026-01-26

Artículos

v. 10 n. 1 (10): Revista Científica Orbis Cognita

O cinema e a identidade cultural e ideológica: Estados Unidos, 1900–1910


DOI https://doi.org/10.48204/j.orbis.v10n1.a8729

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Referências
DOI: 10.48204/j.orbis.v10n1.a8729

Publicado: 2026-01-26

Como Citar

Araúz-Jaramillo, M., & González Chavez, J. C. (2026). O cinema e a identidade cultural e ideológica: Estados Unidos, 1900–1910. Revista Científica Orbis Cógnita, 10(1), 142–162. https://doi.org/10.48204/j.orbis.v10n1.a8729

Resumo

Desde o seu início, a cinematografia transcendeu sua função documental para se tornar um meio fundamental na representação simbólica das realidades sociais. Este artigo analisa o papel do cinema na construção e problematização da identidade coletiva, com ênfase nos Estados Unidos entre 1900 e 1910, período em que começou a se consolidar como instrumento cultural e ideológico. A partir do enfoque teórico de Siegfried Kracauer, examinou-se como o cinema primitivo não apenas registrava fatos históricos, mas também projetava valores dominantes,


tensões sociais e aspirações coletivas. A pesquisa utilizou uma metodologia qualitativa, baseada na análise documental de literatura especializada e do curta-metragem The Great Train Robbery (1903), obra representativa do cinema estadunidense da época. Essa produção evidencia como as primeiras imagens em movimento contribuíram para configurar uma narrativa nacional centrada na justiça, na ordem e no heroísmo individual, projetando uma visão idealizada do progresso. Os resultados indicam que o cinema atua como um dispositivo narrativo e simbólico que expressa o inconsciente coletivo. Conclui-se que o cinema primitivo permite interpretar processos socio- históricos a partir de uma perspectiva crítica, destacando seu valor metodológico para as ciências sociais e a historiografia.

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