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O presente estudo aborda a crise do paradigma humanista clássico perante a intensificação da modificação tecnológica do ser humano (BCI, próteses avançadas, IAG). Postular um novo arcabouço analítico, denominado subjetividade co-enativa, para explicar como as tecnologias redefinem a raiz constitutiva da subjetividade, a agência e a normatividade. A pesquisa é de caráter documental-exploratório, baseada em uma análise de conteúdo qualitativa dedutivo-indutiva. Examinam-se as limitações do enativismo clássico (Autopoiese e Alopoiese) para, posteriormente, articular uma base teórica alternativa em diálogo com a teoria da individuação de Simondon e a ontologia performativa de Barad. Propõe-se a Heteropoiese Relacional como o princípio de gênese e a co-enativação como o mecanismo operacional do novo sistema subjetivo. Este quadro supera o fechamento biológico estrito e o engano da exterioridade ao reconhecer a dependência constitutiva e a incorporação fenomenológica de elementos heteropoiéticos. A subjetividade co-enativa emerge como uma montagem híbrida e metaestável, exigindo a formulação de uma ética que transcenda a responsabilidades individuales, focada em princípios de transparência algorítmica, reversibilidade por precariedade estrutural e justiça de acesso perante as assimetrias tecnológicas.