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No ambiente universitário, persistem limitações que dificultam a integração entre ensino e pesquisa, impedindo a consolidação de uma cultura de pesquisa. Na Faculdade de Administração de Empresas e Contabilidade da Universidade do Panamá, esses desafios se manifestam como barreiras relacionadas à disponibilidade de tempo, apoio institucional, recursos e formação metodológica, impactando as percepções e atitudes do corpo docente. Este artigo tem como objetivo analisar essas percepções e atitudes, identificando níveis de participação, motivação e obstáculos na prática de pesquisa. A pesquisa empregou uma abordagem quantitativa, exploratória-descritiva e transversal, utilizando um questionário estruturado aplicado a 76 docentes. Os resultados revelam participação heterogênea em pesquisa e níveis predominantemente baixos ou neutros de motivação, indicando um conflito entre o reconhecimento institucional da pesquisa e sua efetiva integração à prática docente. O estudo conclui que a interação entre ensino e pesquisa não depende unicamente da vontade individual, mas sim de uma rede de condições estruturais que possibilitam (ou limitam) a produção de conhecimento na universidade.