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Este ensaio analisa como a “anestesia digital” fragmenta a atenção contemporânea. Argumenta que a transição para o Homo Sensorium é um imperativo transdisciplinar que conecta a filosofia e a neurobiologia da música com a ecosofia. Dessa forma, aborda a percepção da arte como um sistema de profundas interconexões com uma abordagem hermenêutica que integra a perspectiva da prática artística. O ensaio contribui para a reflexão artística e social ao reinterpretar o concerto, a ópera e o balé como dispositivos de soberania sensorial. Finalmente, postula que a música ao vivo não é meramente um recurso pedagógico ou estético, mas uma necessidade vital para a recuperação da presença e da consciência somática no mundo real. Isso permite a recuperação da soberania humana. Esse despertar ocorre de forma privilegiada nas artes da performance musical com tradição escrita: ópera e balé. Diferentemente da imediatidade da rolagem, esse ritual exige que olhemos para cima e habitemos o presente. Para sustentar essa posição, o texto oferece uma revisão documental