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No contexto do envelhecimento acelerado da população na América Latina, destaca-se a necessidade de repensar as políticas culturais a partir de uma perspectiva inclusiva, que reconheça os idosos como sujeitos ativos, portadores de conhecimento e protagonistas na construção do tecido social e simbólico de suas comunidades. Este artigo de pesquisa visa demonstrar o potencial da arte, da pedagogia crítica e da animação sociocultural como estratégias para redefinir a velhice e promover o bem-estar integral. Por meio de uma metodologia de pesquisa-ação participativa, dois estudos de caso foram desenvolvidos em Tijuana, Baja California, México, entre 2014 e 2025, com foco em idosos vulneráveis. O primeiro projeto, a Oficina de Criação e Expressão Comunitária para a Velhice, promoveu práticas artísticas coletivas em bairros marginalizados, fortalecendo a autoestima, a coesão social e a memória comunitária. O segundo, ¡Vivan los Abuelos! (Viva os Avós!) O projeto "Pintando com Plenitude" utilizou a pintura como ferramenta gerontológica para estimular habilidades cognitivas, emocionais e relacionais. Os resultados demonstram que a arte, aplicada de forma contextual e participativa, melhora a percepção do envelhecimento, combate o preconceito etário e promove a autonomia subjetiva dos idosos. Além disso, mostram que a cultura é um direito fundamental e um recurso eficaz para a inclusão e a transformação social em contextos de desigualdade.