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Este artigo científico examina o uso predominantemente instrumental das Tecnologias Emergentes (TE) no ensino superior, situação que limita seu potencial formativo no desenvolvimento do pensamento científico. O objetivo é analisar como a epistemologia de Gaston Bachelard, especialmente os conceitos de ruptura epistemológica e fenômeno técnico, pode oferecer um arcabouço teórico e metodológico para redirecionar essas tecnologias na formação de professores. De uma perspectiva qualitativa, a análise documental é empregada como estratégia metodológica. O estudo se situa na Universidade de Pinar del Río “Hermanos Saiz Montes de Oca”, cujas características institucionais constituem o referencial teórico. Argumenta-se que a inovação educacional não reside na simples incorporação de técnicas de TE, mas sim em sua capacidade de atuarem como laboratórios de pensamento que fomentam rupturas com o saber ingênuo. Os conceitos bachelardianos são apresentados como ferramentas para o desenho de ambientes de aprendizagem onde os futuros professores participam ativamente da construção de fenômenos e da produção racional do conhecimento. Conclui propondo uma pedagogia da ruptura, na qual o professor assume o papel de mediador epistemológico e os alunos de ensino são integrados na formação de um espírito científico crítico e autônomo.